terça-feira, 2 de setembro de 2008

RIO NATAL




Sabe aqueles sábados de sol, que você está em casa absolutamente entediado, achando que já que não tem nada pra fazer nessa cidade vai ter que ficar em casa assistindo televisão?
Foi num dia assim que pensamos estar na hora de explorar as maravilhas de São Bento do Sul e arredores.
Nosso destino: Estrada Geral do Rio Natal.
Minha curiosidade era conhecer o Parque das Aves. E lá fomos nós... No domingo anterior já tínhamos ido até Rio Vermelho que serviu para dar “água na boca” e aguçar a nossa vontade em conhecer aqueles caminhos.
A estrada é estreita, mas está em boas condições de tráfego. Um terreno acidentado com muitas montanhas, rios, corredeiras e.. precipícios, por isso muito cuidado. Mas como estávamos passeando, sem pressa, curtimos tudo nos seus mínimos detalhes. Aliás muita atenção na estrada por que a sinalização é precária e você pode passar da entrada para o paraíso.
A primeira parada foi no mirante, onde a vista merece uma foto. Ali, respire fundo e prepare-se para uma descida íngreme com imagens maravilhosas. Até um reflorestamento de pinus nos chamou a atenção com seus corredores rigorosamente alinhados, acarpetados pelos resíduos de suas folhas secas, levando-nos a imaginar o que haveria ao final daquele túnel de sombras infinito.
Passamos uma pequena ponte e já avistamos um lugarzinho tranqüilo na beira da estrada, com muitas árvores , uma churrasqueira improvisada e uma mesa com bancos, ao lado do rio. Lugar ideal para fazer algumas fotos e guardar as imagens para mostrar pros netos no futuro.
A Estrada Geral do Rio Natal é um paraíso da natureza encravado na Mata Atlântica da Serra do Mar com cachoeiras, corredeiras, piscinas naturais e formações rochosas exuberantes, como o Morro da Igreja, com 842 metros de altura , que você avista de vários pontos pelo caminho
Antes de chegar ao Parque das Aves, uma pequena placa aponta para o Restaurante do Ruda que é famoso por sua comida caseira e típica polonesa como pierogue, haluschke e pratos à base de palmito que são deliciosos, mas atendem só aos domingos, quando o movimento é maior e sob encomenda. (Eu já estava salivando de vontade de comer um canudinho com recheio de palmito L )
Um pouco mais adiante, chegamos ao Parque das Aves. Confesso que esperava encontrar mais aves por lá. Existem grandes viveiros em meio ao habitat natural com faisões, pavões, algumas aves aquáticas e um borboletário. Ainda no mesmo local, porém mais próximo ao rio, tem uma área para camping com toda infra-estrutura e quiosques para passar o dia ou fazer um piquenique com a família. A água oferece balneabilidade e o clima quente convida para um mergulho. Dando a volta na propriedade por uma passarela entre a mata, costeando o rio, passando por pequenas quedas d’água, que vai dar num pomar e na estrada principal bem próximo à entrada do parque. Antes que você pergunte: Não paga nada pra entrar, somente se você acampar ou usar a infra-estrutura do camping para passar o dia ou, é claro, se consumir na lanchonete instalada dentro do parque.
Seguimos o passeio e bem próximo dali mais um recanto: o do “Luli”. São vários recantos pelo caminho, todos aproveitando as belezas naturais.
Os trilhos do trem também nos seguiram por boa parte da estrada. Depois do recanto do Luli seguimos até chegar nos trilhos que atravessam a estrada, estacionamos o carro e caminhamos pelos trilhos uns 50 metros, até chegar ao túnel que data do início do século, e, segundo informações, foi aberto a picareta e marreta, deve ter uns 350 metros de extensão e em determinado ponto você não vê “luz no fim do túnel” e é melhor não arriscar a travessia.
Em um determinado ponto a estrada oferece a oportunidade de seguir até o Braço Esquerdo no Ano Bom, e conhecer a caverna e a cachoeira do Vale Perdido.
De longe avistamos as cachoeiras nas encostas dos morros dando a impressão que o pincel com tinta branca escorregou das mãos do Artista. Seguimos pela estrada até o final entre os bananais (marca registrada daquela região), e quando imaginávamos que havia acabado num belo local, parecido com um recanto, ela passava por um pequeno rio e continuava do outro lado. Continuamos e depois de uma grande subida chegamos ao estacionamento da caverna, e seguindo uma trilha um pouco acima se chega a um portal de pedra que revela o Vale Perdido. Fomos até ao pé da cachoeira, que devia ter uns 80 metros, realmente linda. Não estávamos preparados para tamanha beleza e tentação de experimentar a força daquela água em nossos corpos. Deu inveja de um grupo de pessoas que desfrutavam daquele presente da natureza. E aquilo que parecia um borrão de tinta branca .... lá looooonge.... tornou-se uma grande obra de arte abençoada por Deus.
P.S.: Pena que o jornal é preto e branco. As fotos ficaram lindas. O verde invade a retina e hipnotisa.

Dicas: > Leve um repelente, pois mosquitos e borrachudos também gostam de rio de águas limpas. Heheheh
> Nós percorremos todo o roteiro em mais ou menos 4 horas.
> Tire muitas fotos e depois revele tudo na Marlisa Fotos.
Ø Enquanto espera a revelação (em 1 hora está pronto) faça um lanche gostoso com a família e os amigos na praça de alimentação e dê uma olhada nas opções que o Shopping oferece.
Ø Eu ainda não conheço, mas dizem que o passeio de trem também é maravilhoso.

2 comentários:

pamelamachado disse...

Ah, o Rio Natal! Eu adoro essa Estrada Geral e durante minha época de guia (1 ano e meio) eu passava por este caminho pelo menos uma vez por mês, até chegar ao Braço Esquerdo, entrar na caverna, tomar um banho da cachoeira que tem lá dentro, se jogar nas piscinas naturais do Vale Perdido e fazer um rapel no topo da pedra da caverna e um cascading (rapel na água) na cachoeira principal. Adorava aquela época e hoje tenho alguma coisa registrada em fotografia. De vez em quando vou até lá.

E sobre o passeio de trem, vale a pena! É calmo, bonito e mesmo que sejamos do século XXI, parecemos voltar no tempo!

Nina disse...

Perfect!